SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

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Sintrajufe/RS assina nota pública exigindo justiça para Jane, mulher negra morta em ação da Brigada em Porto Alegre

Sintrajufe/RS assina nota pública exigindo justiça para Jane, mulher negra morta em ação da Brigada em Porto Alegre
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O Sintrajufe/RS, assim como centrais sindicais e outras entidades do movimento popular, assinaram nota, lançada pela Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e pela Promotoras Legais Populares, exigindo justiça para Jane Beatriz da Silva. A ativista social, mulher negra, funcionária pública e promotora legal popular, foi morta na porta de casa durante ação da Brigada Militar na terça-feira, 8.

JUSTIÇA POR JANE

Jane Beatriz Machado da Silva, mulher negra, mãe, avó, bisavó, servidora pública municipal, Promotora Legal Popular formada pela Themis, ativista reconhecida por sua comunidade e moradora da Grande Cruzeiro foi morta na porta de sua casa durante ação ilegal da Brigada Militar nesta terça-feira, 8 de dezembro de 2020.

Sem que haja notícia de mandado judicial, a Brigada Militar invadiu a casa de Jane, que tentou impedir a violação ilegal de seu domicílio. Jane era mulher consciente de seu direito à dignidade e à privacidade e não cedeu à truculência policial.

Segundo relatos, o 1º Batalhão da Brigada Militar já vinha realizando ações similares de intimidação e invasão do domicílio de Jane e de diversos outros moradores da Grande Cruzeiro. A morte de Jane não é um caso isolado, é mais um exemplo de como a estrutura genocida do Estado extermina pessoas negras, defensoras e defensores dos direitos humanos. Em 2019, no Brasil, quase 8 em cada 10 pessoas vítimas de intervenção policial com morte eram negras; no Rio Grande do Sul, apenas no primeiro semestre de 2020, foram 90 mortes decorrentes de intervenção policial.

É imprescindível e urgente que as circunstâncias da morte de Jane sejam rigorosamente apuradas pelas autoridades competentes; que a família e a comunidade recebam o adequado apoio e respeito do Estado e que ações concretas sejam tomadas pelo Poder Público para que os direitos e as vidas das pessoas negras e periféricas não sejam mais sistematicamente violados.

O nome e a história de vida de Jane não serão esquecidos. Por sua memória, exigimos justiça e reparação. Chamamos todas e todos a participarem do ato que ocorrerá hoje (09/12), às 18h, na esquina da Rua Caixa Econômica com a Cruzeiro do Sul.

JUSTIÇA POR JANE! #VidasNegrasImportam