SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

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Questões de trabalho e eleições foram temas de reunião online do Sintrajufe/RS com colegas da JE

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A rodada de reuniões com setores de trabalho do Sintrajufe/RS teve mais um encontro na última sexta-feira, 22, com colegas da Central de Atendimento ao Eleitor, de Porto Alegre, e cartórios eleitorais do interior. Participaram diretoras e diretores do sindicato e colegas das cidades de Arroio Grande, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Cruz Alta, Igrejinha, Lagoa Vermelha, Mostardas, Osório, Porto Alegre, Rio Grande, Rodeio Bonito, Rosário do Sul, Santa Maria, Santo Antônio da Patrulha, Sapiranga, Três de Maio, Tupanciretã e Viamão.

Frente ao crescimento da pandemia do novo coronavírus e ao necessário isolamento social, a rodada de reuniões está sendo realizadas via internet. Já aconteceram encontros com a JF Passo Fundo, com secretárias e secretários de audiência da JT e com a JT Passo Fundo e Marau.

A direção fez um relato sobre a atuação durante a crise sanitária. Mesmo com a sede fechada, devido ao necessário isolamento social, diretoras e diretores estão acompanhamento a decisões das administrações e cobrando que condições de trabalho e segurança para a categoria.

A preocupação com pressão devido ao calendário eleitoral foi manifestada pelos colegas. O diretor do Sintrajufe/RS e da Fenajufe Edson Borowski afirmou que, quanto aos prazos de trabalho remoto, não é possível aceitar diferença de tratamento entre servidores da Justiça Eleitoral e os outros ramos: “Somos servidores da mesma espécie e com os mesmos direitos”. Preocupação extra que vem com o Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT), cuja suspensão foi solicitada pela Fenajufe (https://www.sintrajufe.org.br/ultimas-noticias-detalhe/17260/fenajufe-pede-suspensao-de-pesquisa-referente-a-forca-de-trabalho-da-je). Segundo o dirigente, “não é o momento para essa pressão psicológica”.

As eleições estão próximas, o que gera a principal angústia entre os colegas. Para os que se manifestaram na reunião, não é possível manter os procedimentos, pois a pandemia impõe uma série de cuidados. Treinamento de mesários, entrega de convocação, contato com candidatos e representantes de partidos são algumas das atividades imprescindíveis para a realização das eleições e não se sabe como serão executadas. Soluções como treinamento a distância são descartadas, por exemplo, para áreas distantes onde não há estabilidade de internet. E durante a votação, como preservar o distanciamento de 2 metros entre as pessoas quando a realidade é de locais pequenos com várias seções eleitorais, com filas? Para os colegas, adiar as eleições seria uma solução, pois preservaria a saúde não apenas dos servidores, mas da população inteira, uma vez que, em um único dia de eleição, milhões seriam expostos, em um curto espaço de tempo e área física restrita, o que facilitaria uma disseminação em massa do vírus.

A pandemia trouxe trabalho adicional. Com os pedidos de auxílio liberados, também aumentou a demanda por cadastro e recadastramento; o cadastramento virtual favoreceu aquelas pessoas que tinham dificuldade de se deslocar até o atendimento presencial. Por outro lado, a diretora do Sintrajufe/RS Márcia Coelho explicou que aumentou a dificuldade para as pessoas entenderem os procedimentos. Há forças-tarefa para ajudar em algumas cidades; um exemplo é Tramandaí, que recebeu mais de 2.400 pedidos de transferência e fechamento de cadastro.

A direção do sindicato reafirmou que a principal preocupação é com a vida e a qualidade de saúde da categoria, de seus familiares e da população em geral. Por isso, defende a manutenção do confinamento e do trabalho remoto e, em casos em que haja necessidade de trabalho presencial, que o órgão garanta todo o equipamento e condições de segurança necessárias.