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Presidentes do Bradesco e Itaú miram na permanência de Bolsonaro e na reforma administrativa

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Nos últimos dias, o jornal O Estado de S. Paulo abriu espaço para entrevistas com os presidentes dos bancos Itaú e Bradesco que defenderam uma “agenda de reformas” e refutaram a ideia de impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido). Ao mesmo tempo, os novos presidentes do Legislativo retomam o ponto de vista do antigo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e comprometem-se com as propostas apresentadas pelo governo. Na pauta dos banqueiros, a redução dos salários de servidores e servidoras e do atendimento à população e as privatizações.

“Impeachment não é a resposta adequada para o momento”

Nesta quarta-feira, 3, o Estadão publicou matéria com declarações do novo presidente do Banco Itaú, Milton Maluhy. O título já entrega a linha do texto: “‘Brasil precisa somar esforços por reformas’, diz novo presidente do Itaú”. Para Maluhy, o impeachment não deve ser objeto de debate no momento e “a agenda que temos para o Congresso é o foco em agendas reformistas”. As três medidas mais importantes, conforme o novo presidente do Itaú, são a aprovação da PEC Emergencial (186/2019) e das reformas administrativa e tributária. As declarações foram dadas em teleconferência sobre os resultados recentes do banco.

Na mesma linha, o Estadão entrevistara, dias atrás, em 29 de janeiro, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Ele defendeu “rumo e persistência na caminhada” para aprovar as reformas, ressaltando a necessidade de um esforço conjunto do Executivo e do Legislativo nesse sentido. Sobre a possibilidade de afastar Bolsonaro, Cappi afirmou que “impeachment não é a resposta adequada para o momento” e legou a insatisfação da sociedade apenas à pandemia, ignorando o papel do governo como fator potencializador das crises sanitária e econômica.

Presidentes da Câmara e do Senado preparam “agenda prioritária”

Entre uma entrevista e outra, foram eleitos os novos presidentes Câmara dos Deputados e do Senado. Já nesta quarta-feira, 3, o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), recém eleitos nas duas Casas, apresentaram documento que elenca as prioridades do Congresso. Os novos presidentes do Legislativo mostraram-se alinhados entre si, com o governo Bolsonaro e com a agenda de reformas que já era defendida anteriormente por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na Câmara, Lira pretende dar destaque para a reforma administrativa, enquanto no Senado Pacheco prometeu celeridade para a PEC Emergencial. Não por acaso, as mesmas prioridades dos banqueiros surgidos nos últimos dias nas páginas de O Estado de S. Paulo.

Auxílio emergencial condicionado à redução de gastos

Os presidentes do Itaú e do Bradesco também falaram sobre o auxílio emergencial, cujo fim poderá deixar, nos próximos meses, dezenas de milhões de brasileiros e brasileiras na miséria. Enquanto os trabalhadores e a oposição defende a retomada do auxílio, a posição dos banqueiros foi uníssona no sentido de que, para pagá-lo, será necessário cortar outros “gastos” do governo. Ou seja, o objetivo é aproveitar a necessidade do povo para emplacar e ampliar uma antiga pauta do setor, que vem sendo aplicada com mais facilidade desde a emenda constitucional 95, de Michel Temer (MDB): o desmonte do Estado, com o fim de políticas públicas, a redução do quadro de servidores e dos seus salários e, consequentemente, a quebra de direitos e redes de proteção para a população. É a linha que também defendem os novos presidentes da Câmara e do Senado.

Responder aos ataques

Em resposta às reiteradas medidas para retirar direitos da população, os trabalhadores e as trabalhadoras vêm construindo mobilizações contra o governo. No último final de semana, Porto Alegre e boa parte das capitais viveram dias de muita luta, com protestos e carreatas. Foi mais um passo na luta por pautas como a derrota da reforma administrativa, vacina e auxílio emergencial já e pelo fim do governo Bolsonaro. Lutas e mobilizações que terão que continuar e aumentar para barrar o projeto dos banqueiros para o país.

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