SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

PRIVATIZAÇÃO

Presidente do Sindiágua fala sobre mitos usados como desculpa para privatização da Corsan

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O governador Eduardo Leite (PSDB) descumpriu abertamente uma promessa de campanha ao anunciar, no dia 18, a privatização da Corsan. Para isso, e também tendo em vista uma futura privatização do Banrisul, Leite quer aprovar na Assembleia Legislativa a proposta de emenda à Constituição (PEC) 280/2019, que permite que essas estatais sejam entregues ao capital privado sem consulta à população gaúcha.

Em artigo publicado no Sul21, o presidente do Sindiágua, Arilson Wünsch, diz que é importante elucidar para a sociedade “alguns ‘mitos’ que estão no ar quando se elencam os motivos pelos quais ele quer entregar a Corsan para o capital”.

Wünsch destaca que as pretensões de Leite de ser presidente da República têm muito a ver com as privatizações: “seu recado ao mercado financeiro é ‘investe em mim que te farei feliz, se eu chegar à presidência te entrego o que ainda sobrou do Estado Brasileiro’”.

A Corsan também passa por uma campanha, que não é nova, que tenta mostrar as estatais como “cabides de emprego”, “deficitárias”. No entanto, o presidente do Sindiágua destaca que a empresa é superavitária, com alta capacidade de investimento, “e ainda ajuda o Estado a fazer seu serviço básico de saúde, educação, segurança pública e demais serviços que por ser acionista majoritário tem o direito de utilizar o dinheiro da Companhia”.

A empresa, além de ser lucrativa, adota o subsídio cruzado. Isso significa que o caixa único mantém os sistemas em cidades menores. Com isso, mais de 42 mil famílias em vulnerabilidade social pagam tarifa social, com até 60% de desconto nas tarifas.

“Outra mentira que se escuta é que a Corsan é um grande cabide de empregos”, aponta Wünsch. Ele rebate, informando que a companhia possui em torno de 5.600 funcionários concursados e que não há mais do que 30 pessoas como cargo em comissão.

Aliás, destaca o dirigente, 21 novos cargos foram criados no atual governo. Também na gestão Leita, foram contratados sem concurso de cem técnicos em químicas, sem passar pela autorização da Assembleia Legislativa. Até 2014, eram apenas 4 CCs.

O presidente do Sindiágua ressalta que “temos que ter muito cuidado em defender a privatização da água. Um elemento essencial para vida e não pode ser motivo de lucro e mercantilização. É a sociedade gaúcha que deve se manifestar se quer mesmo vender a Corsan e a água”. Ele destaca que “deputados são eleitos para dar voz ao povo e não oprimi-lo” e que é importante as pessoas conversarem com os deputados de sua região, com vereadores e prefeitos, para que a PEC 280/2019 não seja aprovada.

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