SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

CUSTO DE VIDA

Pelo segundo mês consecutivo, valor da cesta básica aumenta em todas as capitais; alta em 12 meses se aproxima de 25%

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A cesta básica voltou a subir em todo o país no mês de abril. As constantes altas da inflação tem incluído alimentos necessários para a vida dos brasileiros e das brasileiras, punindo os trabalhadores com a queda na qualidade de vida – e mesmo com a fome – como resultado das políticas econômicas desastrosas do governo. Foi o segundo mês consecutivo em que todas as capitais registraram aumento no valor da cesta básica.

Em Porto Alegre, o valor da cesta chegou a R$ 780,86, com aumento de 6,34% apenas no mês de abril. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 24,72%. Assim, a jornada de trabalho necessária para comprar a cesta básica, com o atual salário mínimo, é de 141 horas e 44 minutos, e a compra da cesta absorve 69,65% do salário mínimo. Conforme cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 6.754,33 ou 5,57 vezes o mínimo vigente de R$ 1.212,00.

Entre março e abril, as altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 803,99), seguida por Florianópolis (R$ 788,00), Porto Alegre (R$ 780,86) e Rio de Janeiro (R$ 768,42). A comparação do valor da cesta em 12 meses, ou seja, entre abril de 2022 e abril de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 17,07%, em João Pessoa, e 29,93%, em Campo Grande.

Campanha salarial por 19,99%

Frente a esse cenário de inflação galopante, com 24,72% de aumento no preço da cesta básica nos últimos 12 meses, o Sintrajufe/RS reforça a importância da campanha salarial unificada do funcionalismo público. Os servidores federais reivindicam 19,99% de reposição, índice referente apenas às perdas acumuladas durante o governo Bolsonaro. Mesmo assim, o governo não confirma qualquer reajuste – apenas ventila pela imprensa a possibilidade de oferecer 5%. De modo unificado, as categorias vêm realizando atividades de mobilização, em Brasília e nos estados, muitas vezes integradas às campanhas salariais de servidores e servidoras estaduais e municipais.

No Judiciário Federal, a Fenajufe reuniu-se, no dia 27 de abril, com o diretor-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Edmundo Veras dos Santos Filho. A informação repassada pelo diretor-geral é de que há duas possibilidades para a reposição salarial buscada pela categoria: vinculá-la a um possível reajuste dos servidores do Executivo e/ou enviar um projeto de lei específico do Judiciário para o ano que vem. O Sintrajufe/RS seguirá lutando pelos dois projetos de forma a repor ao máximo possível as perdas acumuladas.