SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

ENTREVISTA COLETIVA

Nesta terça-feira, Sintrajufe/RS fala ao vivo sobre ingresso de ação contra Bolsonaro, que associa servidores da Justiça Eleitoral a fraudes (não comprovadas) em urnas eletrônicas

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Nesta terça-feira, 6, às 15h, o Sintrajufe/RS promove entrevista coletiva para falar sobre o ingresso de ação civil pública por danos morais, no valor de R$ 1 milhão, contra a União. O motivo são as reiteradas manifestações do presidente Jair Bolsonaro nas quais ele associa servidores e servidoras da Justiça Eleitoral a fraudes (nunca comprovadas por ele) em urnas eletrônicas.

A entrevista poderá ser acompanhada pelo canal do Sintrajufe/RS no YouTube ou no Facebook. Estarão presentes diretores e diretoras da entidade, além dos advogados responsáveis pelo ingresso da ação, do escritório Silveira, Martins, Hübner Advogados.

Em suas diversas manifestações sobre as supostas fraudes, Bolsonaro chegou a afirmar que botões de urnas eletrônicas foram colados para impedir que eleitores votassem nele ou em aliados. Neste momento, o presidente e seus apoiadores insistem no voto impresso, quando, por diversas vezes, já foi comprovada a segurança do sistema eleitoral e, consequentemente, das urnas eletrônicas.

Essas manifestações contra o atual sistema eleitoral, sob a alegação de fraude, sempre sem qualquer prova, ganham grande repercussão, pois são feitas pelo presidente da República. E quando ele diz que é uma ação orquestrada por quem manuseia as urnas, e afirma que houve adulteração, isso atinge diretamente servidores e servidoras da Justiça Eleitoral, responsáveis diretos pelo preparo de todo o material oficial ligado às eleições no país. Esses colegas ficam ligados a uma ideia de “conspiração”, “fraude”, “falta de idoneidade”, o que vem sendo observado de forma crescente em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Na ação, entre outros pontos, o Sintrajufe/RS requer que a União seja condenada a pagar R$ 1 milhão por danos morais. Além disso, que seus agentes públicos – em especial o presidente da República –, em perfis vinculados ao governo, redes sociais, veículos de comunicação ou outros meios, se abstenham de divulgar ou fomentar conteúdos que sugiram fraudes nas eleições organizadas pela Justiça Eleitoral. É requerido também que sejam promovidas campanhas públicas informativas sobre a segurança da votação eletrônica.