SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

CONAN

Encontro de Analistas da Fenajufe teve debates sobre perspectivas para o segmento e para a categoria e sobre a carreira

No último final de semana, dias 3 e 4 de dezembro, a Fenajufe promoveu o Encontro do Coletivo Nacional de Analistas (Conan). As atividades ocorreram de forma híbrida, com participantes em Brasília e também de forma online. Na pauta, discussões sobre carreira dos analistas, direitos dos servidores e perspectivas sob o próximo governo. O Sintrajufe/RS e outros 16 sindicatos da base participaram do Encontro.

A primeira mesa teve como tema “Carreiras públicas e desenvolvimento: uma proposta para superar o anacronismo dos conceitos e modernizar o Estado”. O palestrante foi o professor e presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Ipea (Afipea), José Celso Cardoso Jr., que apresentou argumentos de uma proposta para repensar as carreiras no âmbito do Estado. O segundo painel, ainda na manhã de sábado, teve um resgate histórico de lutas das servidoras e servidores do Banco Central com o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Vicente Fialkoski. Encerrando a primeira manhã do encontro, o analista político e servidor do Senado Adroaldo Portal trouxe as perspectivas para servidoras e servidores no governo Lula a partir de 2023.

Na tarde de sábado, o primeiro painel tratou da “Valorização do cargo de analista judiciário – análise das atuais competências, atribuições e expectativas de evolução na atuação do cargo” com a assessora técnica da Fenajufe, Vera Miranda. Encerrando os debates do primeiro dia, o coordenador da Fenajufe Charles Bruxel dividiu a mesa com as oficialas de justiça Fabiana Pandolfo Cherubini e Carolina Passos dos Santos Zeliotto, ambas colegas oficialas de justiça do Rio Grande do Sul. O tema foi o programa de residência jurídica e desjudicialização da execução civil (PL 6204/2019) — processos que visam a terceirização do Poder Judiciário.

Já no domingo, as discussões se concentraram em torno dos encaminhamentos das propostas gerais de luta, gerais da carreira e específicas dos analistas judiciários – que serão remetidas à diretoria executiva da Fenajufe.

Avaliações

A diretora do Sintrajufe/RS Cristina Viana, que participou do Encontro, avalia que as atividades foram muito proveitosas: Foram discutidas várias situações que são preocupantes não só para os analistas, como para toda a categoria e que temos que lutar contra. Dentre elas, o projeto de residência jurídica, que seria uma substituição de servidores por mão de obra sem direitos e com baixa remuneração e ainda abriria caminho para a terceirização dos servidores públicos do PJU. Outra preocupação é o avanço do PL 6204/19, que tramita no Senado e que propõe a desjudicialização da execução. Esse PL é a tentativa de privatização e retirada de competência do Judiciário, o que é um problema de toda a categoria e da sociedade. Valeu muito o encontro para resgatar a questão da unidade, da necessidade de todos os segmentos da categoria se unirem nas lutas”.

Também diretora do sindicato, Rosimara Silva Kasper entende que o Conan “proporcionou um momento único para a troca de ideias sobre a carreira de analista judiciário, propiciando debates propositivos entre servidores dos ramos do Judiciário Federal de todo o país. Esse momento de reflexão promovido pelo Conan se mostrou de extrema importância para avaliar a atual situação da carreira de analista judiciário e propor alternativas para sua reestruturação, notadamente em face das mudancas ocorridas na última década no Judiciário Federal e no serviço público federal como um todo”.

O diretor Zé Oliveira também participou do Conan e aponta que o encontro “foi importante no sentido de reunir os colegas de todo o país para debater as suas questões específicas e sempre com essa visão dentro do todo, inserido no debate sobre a carreira. Sempre pensando globalmente. Qualquer tema específico ou geral demanda a maior unidade possível de todos os servidores e servidoras, de todos os cargos, para que a gente avance no processo de conquistas para a categoria como um todo. Também foi importante o debate levado pelas colegas do RS, sobre a desjudicialização e, na mesma mesa, por outro colega, sobre a questão da residência jurídica, as ameaças que essas questões trazem aos analistas e aos servidores e servidoras do PJU e do MPU como um todo”.