SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

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Em sintonia com ataques do governo, representantes de bancos dizem que “saí­da da crise” exigirá aprovação de reformas

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Em seminário no dia 8, economistas dos maiores bancos atuantes no Brasil afirmaram que a saída para a crise econômica decorrente da pandemia de covid-19 exigirá “reformas estruturantes”, principalmente “atacar” as despesas do poder público. A atividade, por videoconferência, foi promovida pelo instituto Insper.

Estavam presentes Ana Paula Vescovi, do Santander, Fernando Honorato Barbosa, do Bradesco, e Mario Mesquita, do Itaú Unibanco. Como receita para a economia voltar a crescer, afirmaram que marcos regulatórios que melhorem o acesso da população a serviços são importantes, mas, contraditoriamente, defenderam a manutenção do teto de gastos, privatizações e reformas, no que mostraram sintonia com o governo federal. 

Não falaram que a emenda 95/2016, que congela investimentos públicos, já tirou bilhões do Sistema Único de Saúde, para ficar em apenas um exemplo. Além disso, as privatizações afetam principalmente a parcela mais pobre da população, que usa educação, saúde, transporte públicos, tanto que, mesmo neste momento de grave crise sanitária, o pacote de privatizações do governo federal inclui hospitais. 

É importante lembrar, também, que os bancos são os que mais se beneficiam com o teto, que congela investimentos públicos e até salários, mas não limita o pagamento da dívida às instituições financeiras.

Editado por Sintrajufe/RS, fonte: R7.