SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

CANCELE A REFORMA

Em Brasília, Sintrajufe/RS participa de atos na semana em que a Comissão Especial tenta votar a PEC 32/2020

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A mobilização contra a reforma administrativa do governo Bolsonaro está sendo realizada em várias cidades do Brasil. Em Brasília, o movimento “Cancela a reforma”, que vai desta terça-feira, 14, até quinta, 16, ganhou o reforço de servidores e servidoras das três esferas de vários lugares do país. O Sintrajufe/RS enviou caravana à capital federal para fazer pressão junto aos parlamentares.

O dia começou com cerca de 350 servidores e servidoras, incluindo a caravana do sindicato, no Aeroporto de Brasília, fazendo a recepção a deputados e deputadas. Portando faixas, cartazes, acompanhados de um grupo fazendo batucada e dizendo palavras de ordem, os colegas deram seu recado contra a reforma administrativa.

O acesso à Câmara dos Deputados foi bastante limitado. Cada deputado ou deputada podia convidar até cinco pessoas para ingresso no local. A diretora do Sintrajufe/RS Clarice Camargo e o diretor Ramiro López conseguiram entrar no Plenário 13, onde aconteceu, durante todo o dia, a sessão da Comissão Especial, que tinha 63 deputados inscritos para falar.

Pela manhã e à tarde, os dirigentes do sindicato fizeram contatos com parlamentares, em uma ação de convencimento para que votem contra a PEC 32/2020. Vários sindicatos também haviam agendado previamente com deputados e deputadas, para tratar da reforma administrativa, buscando votos contrários à proposta.

Nas ruas

No começo da tarde, servidores e servidoras começaram a concentração na Esplanada dos Ministérios. No meio da tarde, seguiram em caminhada até o Anexo II da Câmara dos Deputados, onde foi realizado um ato público.

Participaram centrais sindicais, sindicatos, federações e associações de categorias das três esferas. Diversos parlamentares subiram ao palanque para se manifestar a favor do serviço público e contra a reforma administrativa.

Possibilidade de apresentação de novo relatório

O relator da PEC 32 na Comissão Especial, deputado Arthur Maia (DEM-BA), anunciou que poderia apresentar um novo relatório. A oposição protocolou requerimento para que seja dado novo prazo caso isso aconteça, com prorrogação dos debates por mais duas sessões, para que se tenha conhecimento do conteúdo. Até o fechamento desta notícia, o relator não havia apresentado um novo substitutivo.

Os debates na Comissão Especial continuam nesta quarta-feira, 15.

O momento é de aumentar a pressão

Pode parecer repetitivo, mas a verdade é que somente com pressão sobre os parlamentares a PEC 32/2020 será derrotada. Quem está fazendo pressão deve intensificá-la, quem ainda não começou precisa entrar agora na mobilização.

A diretora Clarice Camargo destaca a grande representatividade do ato em Brasília, com servidores e servidoras das três esferas, autarquias, de praticamente todos os estados. “O movimento foi bonito, foi bom ver novamente as pessoas mobilizadas, na rua, com bastante visibilidade”.

O colega aposentado Marcílio Gonçalves Filho, de Pelotas, que integra a delegação do Sintrajufe/RS, avalia como ótima a atividade no aeroporto, de recepção a parlamentares. Ele aponta que as restrições para acesso à Câmara dificultam o contato com os deputados e deputadas, mas entende que ainda há muito espaço para convencimento dos indecisos. Marcílio destaca que a PEC, além do conteúdo que destrói os serviços públicos e as carreiras, é ruim também na exposição de motivos e não traz argumentos que justifiquem as mudanças propostas. Para ele, a pandemia mostrou a importância dos serviços públicos e da estabilidade para denunciar casos de corrupção.

O diretor Ramiro López afirma que “precisamos garantir que o governo não tenha os 308 votos necessários para aprovar a PEC na Câmara”. Para isso, ele diz que é fundamental intensificar os contatos com deputados e deputadas, vereadores, prefeitos, que façam chegar nossa posição aos deputados. Ramiro avalia que “a gente tem possibilidade de vitória, desde que façamos uma grande mobilização, é preciso criar uma onda contra a PEC que chegue aos deputados”.

Pressione os deputados gaúchos na Comissão Especial, mande mensagens, comente nas redes sociais deles, mostre que quem vota contra o serviço público não volta:




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