SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

CAMPANHA SALARIAL

Em audiência pública na CTASP, Fenajufe afirma que só a unidade pode evitar o reajuste zero

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Na tarde desta terça-feira, 24, a Fenajufe participou de audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados, para tratar da reposição salarial de servidores e servidoras. Estavam presentes representantes de diversas categorias do funcionalismo federal.

O Sintrajufe/RS teve seu pedido de participação aprovado; no entanto, devido ao grande número de solicitações por parte de entidades, foram priorizadas entidades nacionais. A Fenajufe foi representada pelo coordenador Roberto Policarpo.

A ausência de representantes do governo federal foi destacada pelo dirigente. “Eles deveriam estar aqui para responder às nossas indagações”, disse Policarpo, afirmando que “a gente sabe por que eles não estão. Eles têm medo do debate, não se colocam, não negociam”.

Policarpo lembrou que, na Comissão Permanente de Carreira do Conselho Nacional de Justiça, a Fenajufe defendeu que o Judiciário já colocasse no seu orçamento para 2022 o montante necessário para fazer a recomposição salarial. “Infelizmente, o Judiciário, por uma posição política, não fez. Porque tinha espaço no orçamento para fazer a inclusão do reajuste emergencial para a nossa categoria”, afirmou.


O dirigente destacou o trabalho com a Frente Parlamentar do Serviço Público e a luta com as demais categorias do serviço público: “é necessário que a gente entenda que só a nossa unidade é capaz de fazer com que não tenha reajuste zero. Foi assim que a gente derrotou a reforma administrativa, a PEC 32”.

Somente com luta será possível reverter, por exemplo, a reforma da Previdência que confiscou salários, aumentando as alíquotas. “Precisamos em um curto espaço de tempo rever essa reforma da Previdência, revisitá-la para revogar vários pontos que são tão nocivos não só aos servidores públicos, mas também aos trabalhadores que recebem pelo INSS.

Ao final, Policarpo ressaltou que “hoje não tem 5%; o que nós temos hoje é zero. Nesta Casa, não chegou nenhum projeto de revisão geral das carreiras. Tá anunciando uma hora, outra hora dizem que não tem, e o tempo vai passando, e na medida que o tempo passa o que o servidor fica é com o congelamento salarial”.