SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

MILITARES

Com demais servidores com salários congelados e setor privado com cortes salariais, militares terão novo aumento nos soldos

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O senador Márcio Bittar (MDB-AC), apresentou nessa segunda-feira, 21, seu relatório para o Orçamento de 2021. Enquanto o conjunto do funcionalismo público está com os salários congelados ao menos até dezembro e os trabalhadores da iniciativa privada veem seus contratos suspensos e seus salários cortados, os militares terão aumento nos soldos, ao custo de R$ 7,1 bilhões.

No início do mês, o Sintrajufe/RS já denunciara que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) blindara os militares dos efeitos da PEC Emergencial. Os militares são uma das poucas categorias que já recebeu aumento durante o governo Bolsonaro, além de ampliação de diversos benefícios e da ocupação crescente de cargos no governo – em julho de 2020, eram mais de 11 mil militares nessa situação. Assim como juízes, procuradores e parlamentares, eles também estão de fora da reforma administrativa que o governo quer promover.

O Orçamento para 2021 também traz aumento das verbas destinadas a investimentos dos militares, de R$ 8,17 bilhões para R$ 8,32 bilhões. No total, 22% de todas as verbas para investimentos estarão concentradas nos militares, com projetos que incluem construção de submarinos nucleares e convencionais, aquisição de aeronaves de caça, desenvolvimento de cargueiro tático e compra de veículos blindados.

Tudo isso em meio a uma crise sanitária sem precedentes e ao esgotamento do sistema de saúde, com trabalhadores e trabalhadoras do setor sobrecarregados e sem aumento salarial e com as estruturas não sendo mais capazes de dar conta da demanda. O governo desdenha da saúde, da educação e dos serviços públicos dos quais a população necessita e apoia-se nos militares para fortalecer sua base de sustentação pela força. Um caminho perigoso para a democracia e que demonstra que as prioridades de Bolsonaro estão longe das necessidades da população.