SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

SARAU CAROLINAS

Com apoio do Sintrajufe/RS, FestiPoa Literária apresenta Sarau para lançamento do livro Carolinas, obra com textos inspirados em Carolina Maria de Jesus

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O Sintrajufe/RS é um dos apoiadores do Sarau Carolinas, uma parceria da Festa Literária das Periferias (Flup) e da FestiPoa Literária. O evento, que acontece nos dias 25 de maio, 27 de maio e 01 de junho, sempre às 19h, terá a participação de 81 autoras, em 3 grandes encontros, para celebrar o lançamento do livro “Carolinas”. A obra reúne contos, crônicas, diários e relatos autobiográficos de 180 mulheres de todo o país, inspiradas em Carolina Maria de Jesus, resultado de oficinas de escrita realizadas ao longo de 2020 pela Flup.

A cada encontro, algumas autoras que participam do livro se reúnem para ler seus textos e trocar experiências, histórias e conhecimentos vivenciados ao longo do processo de escrita do livro. Os 3 encontros do Sarau serão transmitidos no canal do Youtube da FestiPoa Literária. As transmissões dos dias 25 de maio e 1º de junho serão compartilhadas na página do Sintrajufe/RS no Facebook.

Sobre a obra:

Carolinas

A obra e a vida de Carolina Maria de Jesus (1914-1977) foram o ponto de partida do processo de formação pela Flup – Festa Literária das Periferias – das 180 mulheres que escrevem neste livro. Inspiradas na autora de Quarto de despejo, a primeira mulher negra brasileira a fazer sucesso internacional no meio literário, trilharam os caminhos do conto, da crônica, do diário e do relato autobiográfico em busca de suas próprias vozes como escritoras.



O resultado é um conjunto de textos que surpreende pela diversidade e riqueza de temas, vocabulários, estilos e, sobretudo, pela força da escrita dessas mulheres – catadoras, professoras, estudantes, advogadas, produtoras, mães e, agora também, escritoras negras de uma nova geração que deixará a sua marca na literatura brasileira.

“Carolina Maria de Jesus inaugura uma linha matricial, de mulheres negras, de mulheres pobres, na literatura brasileira. Determinadas épocas e alguns autores criam uma tradição literária; um processo de criação que influencia, que guia uma outra geração. Vi pouquíssimas vezes estudos literários que colocam Carolina como criadora de uma tradição literária, mas ela criou. Quando a gente diz isso é porque outras mulheres, inclusive de outros países na América Latina, escreveram influenciadas pelo texto de Carolina.” (Conceição Evaristo)