SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

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Bolsonaro e Guedes retiram recursos da Educação e de programas sociais para abastecer obras e parlamentares

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Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo denuncia que o Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes pretendem fazer novos cortes na Educação e em outras áreas para abastecer programas de obras e “outras ações apadrinhadas pelo Congresso Nacional”. Na Educação, serão cortes de R$ 1,6 bilhão. Programas sociais, que incluem o atendimento a crianças de até 3 anos, e ministérios como o da Agricultura também serão afetados pela tesourada.

A decisão dos cortes foi tomada em reunião da Junta de Execução Orçamentária, mas ainda não foram efetivados. A projeção de cortes por ministério é a seguinte:

Os beneficiados, por sua vez, serão o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Ministério da Infraestrutura, que receberão R$ 1,6 bilhão cada, além do Congresso Nacional: os parlamentares orientarão a destinação de R$ 3,6 bilhões retirados de pastas como a Educação, a Cidania e a Agricultura.

Na Educação, as ações de desenvolvimento da educação básica devem perder 80% de seus recursos. O projeto de educação integral também será praticamente inviabilizado, segundo o próprio ministro da pasta, Milton Ribeiro. Na Cidadania, a perda orçamentária será de 80%, incluindo a suspensão do programa “Criança Feliz”, criado em 2016 e celebrado como principal iniciativa no mundo de visitação domiciliar a bebês de até 3 anos, além de interromper o acompanhamento de mais de 1 milhão de crianças e demitir 26 mil profissionais.

Ataques à Educação

Sob o governo Bolsonaro, a Educação sofre com o desmonte programado. Os ataques às instituições, aos professores e pesquisadores são reiterados. A tentativa de acabar com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) foi um dos casos mais recentes, mas não o único. O mesmo vale para a redução orçamentária, em prol dos militares. As intervenções na autonomia das universidades, inclusive na escolha dos reitores, é uma das práticas que vem se consolidando no último período. Nesta semana, o Sintrajufe/RS participou de ato público  contra a intervenção na Ufrgs. Além disso, os constantes cortes nas bolsas vêm prejudicando pesquisas de grande importância em andamento nas universidades públicas. Pesquisadores, estudantes e toda a comunidade acadêmica têm sofrido com os cortes orçamentários, a falta de incentivo e, até mesmo, a perseguição política.