SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

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Abrindo portas para redução pretendida pelo governo, congelamento de salários pode ser votado no sábado

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O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes segue uma verdadeira cruzada contra os trabalhadores. Depois de a MP 936/2020, que reduz salários dos trabalhadores do setor privado, atingir mais de 2 milhões de contratos e temerosos do impacto da redução dos salários que pretendem impor a servidores e servidoras, Bolsonaro, Guedes e lideranças parlamentares como Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AC) resolveram dar um primeiro passo: no próximo sábado, 2 de maio, pode ir à votação no Senado um projeto que, nas sombras do “socorro” a estados e municípios, impõe o congelamento salarial nas três esferas e nos três Poderes até o final de 2021.

Argumento não se sustenta nos números

O argumento orçamentário, alegado pelo governo para impor o congelamento em troca do envio de recursos, não se sustenta: para liberar R$ 50 bilhões, Bolsonaro e Guedes determinam uma medida que, segundo estudos da equipe ministerial, irá economizar R$ 179 bilhões. O objetivo é claro: liberar mais recursos para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública, ou seja, encher ainda mais os bolsos dos banqueiros e dos especuladores.

Ao mesmo tempo, com o apoio de parlamentares e de setores da mídia, o governo abre o caminho para sua real intenção, já expressa por propostas como a PEC 186/2019: reduzir os salários dos servidores e das servidoras e aprofundar o processo de desmonte do serviço público. Trata-se de ampliar o confisco salarial, já iniciado com o aumento da alíquota previdenciária a partir da reforma da Previdência aprovada por Bolsonaro e com a falta de correção da tabela do imposto de renda. Mesmo com a crise política instalada no governo Bolsonaro, Guedes, Maia e Alcolumbre defendem a mesma agenda em relação aos servidores e aos serviços públicos: desmontar para faturar.

Manipulação

Cabe destacar que o congelamento salarial valeria até o final de 2021, voltando a ser permitido, mas não garantido em 2022, ano eleitoral. O senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, é o relator do projeto na Casa e deve apresentar seu parecer até esta quinta-feira, 30, convocando, em seguida, uma sessão extraordinária para o sábado, acelerando a tramitação para enviar rapidamente a medida à Câmara dos Deputados. Na PEC do orçamento de guerra, o Partido Novo tentou, sem sucesso, emplacar a redução de salários.

O sindicato não aceita nem o congelamento de salários, benefícios e progressões, e muito menos sua redução. Há recursos para garantir os salários de trabalhadores do setor público e privado para isso o governo deve taxar as grandes fortunas e usar os recursos das reservas internacionais para garantir empregos e impedir que a economia brasileira afunde numa recessão.

Sintrajufe/RS chama categoria a pressionar parlamentares gaúchos

Sem possibilidade de mobilização nas ruas por conta da pandemia do novo coronavírus e do necessário isolamento social, o Sintrajufe/RS convoca a categoria a pressionar, de suas casas, os senadores do Rio Grande do Sul para que votem contra o congelamento salarial. Veja abaixo os contatos:

Luis Carlos Heinze (PP)

– Gabinete em Brasília: (61) 3303-4124 / 4132 / 4127 / 4129

– WhatsApp: (61) 9 9559-9938

– E-mail: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br

– Facebook: https://www.facebook.com/SenadorHeinze/

– Instagram: https://www.instagram.com/senadorheinze/

Lasier Martins (Pode)

– Gabinete em Brasília: (61) 3303-2323

– WhatsApp: (61) 9 9559-9938

– E-mail: sen.lasiermartins@senado.leg.br

– Facebook: https://www.facebook.com/LasierMartinsOficial/

– Instagram: https://www.instagram.com/lasiermartins/

Paulo Paim (PT)

– Gabinete em Brasília: (61) 3303-5232 / 5231 / 5230

– Escritório no RS: (51) 3472-5979

– E-mail: sen.paulopaim@senado.leg.br

– Facebook: https://www.facebook.com/paulopaim/

– Instagram: https://www.instagram.com/paulopaimsenador/