SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

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A pé, de bicicleta e de carro, protestos pelo fim do governo Bolsonaro, pela vacina e contra a reforma administrativa marcaram final de semana

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Os últimos três dias foram de mobilização intensa em Porto Alegre. Conectadas com lutas nacionais, mobilizações foram realizadas nas ruas da capital gaúcha entre sexta-feira e domingo. A pé, de bicicleta ou de carro, manifestantes exigiram vacina já, a retomada do auxílio emergencial, a derrota da reforma administrativa e o fim do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Com atos em diversas partes do Brasil, o Sintrajufe/RS participou dos dias de mobilização em Porto Alegre.

Ato na sexta-feira inaugurou dias de mobilização

Na sexta-feira, 29, o “ato das cruzes”, no Largo Glênio Peres, lembrou as mais de 10 mil vidas perdidas no Rio Grande do Sul por conta da pandemia e do descaso dos governos. A atividade teve participação de diversas entidades que integram a Frente dos Servidores Públicos do RS, inclusive o Sintrajufe/RS, denunciando a reforma administrativa e defendendo mais – e não menos – serviços públicos para a população. Ao microfone, dirigentes lembraram que são os servidores públicos os que, frente às políticas genocidas de Bolsonaro e Eduardo Leite (PSDB), estão impedindo uma tragédia ainda maior. O Sintrajufe/RS levou ao ato, ainda, uma lata gigante de “leite condensado com reforma administrativa”, denunciando o mau uso de recursos públicos pelo governo Bolsonaro e lembrando que essa mesma política aponta para o fim dos concursos públicos e da estabilidade e para a redução salarial de servidores e servidoras, gerando grande prejuízo para o conjunto da população.

O diretor do Sintrajufe/RS Marcelo Carlini, que participou da mobilização, entende que “independentemente do resultado da votação das Presidências na Câmara e no Senado, sabemos que a cruzada contra os serviços públicos prosseguirá. Não há outra alternativa senão a mobilização, para, nas ruas, construirmos a força necessária para pormos fim a esse governo, todo ele. É assim que podemos derrotar a reforma administrativa, a proposta de redução de salários e exigirmos as vacinas e a testagem em massa. Se não tem vacina porque os laboratórios não conseguem produzir como dizem, o que impede o governo de quebrar ou suspender as patentes? É a vida da população que deve estar em primeiro lugar”.

Para o diretor do Sintrajufe/RS Fabrício Loguércio, que também esteve na atividade, destaca a presença do sindicato e o fato de que muitas pessoas que passavam pelo local manifestam seu apoio: “em um ato muito representativo, com dezenas de entidades sindicais e diversas centrais sindicais, foi realizado um protesto que lembrou dos mais de 220 mil mortos por Covid-19 no Brasil. O movimento, que pede pelo fim do governo Bolsonaro, também defende o retorno do auxílio emergencial e a vacinação já para todos e todas. Basta de descaso com a vida dos brasileiros e das brasileiras!”, conclui.

Ciclistas protestaram no sábado

No sábado, 30, a luta continuou com uma “bicicletada”, com dezenas de ciclistas rodando pelas ruas de Porto Alegre com as mesmas pautas da véspera: não à reforma administrativa, vacina e auxílio emergencial já, fora Bolsonaro. Os manifestantes se concentraram no Parque da Redenção e seguiram até a Orla do Gasômetro. Em seguida, foram até o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde prestaram homenagem aos trabalhadores e às trabalhadoras da saúde, que estão na linha de frente no combate à pandemia.

No domingo, carreata pelas ruas de Porto Alegre

Depois, foi a vez de repetir a grande carreata realizada no dia 23. No domingo, 31, centenas de carros estiveram nas ruas da capital gaúcha pedindo o fim do governo Bolsonaro. Movimentos populares, sindicatos, centrais sindicais e partidos de oposição organizaram a atividade, que durou cerca de três horas, iniciou no estacionamento ao lado do Estádio Beira-Rio e percorreu bairros como Menino Deus, Cristal, Nonoai, Teresópolis, Partenon e Centro Histórico, com ciclistas e motociclistas acompanhando o trajeto – a cada carreata, haverá novos trajetos e regiões percorridas. Nos carros, os manifestantes carregavam diversos tipos de reivindicação relacionadas às pautas do dia, em faixas, cartazes, adesivos e bandeiras.

A diretora do Sintrajufe/RS Arlene Barcellos, que participou da carreata, define que “a passagem da carreata pelas diversas ruas nos bairros foi importante para dialogar com a população que reside nesses locais em Porto Alegre. Ouvir o barulho das panelas, as pessoas saindo de suas casas e apartamentos e indo até a calçada apoiar a manifestação, demonstra que há muita indignação com os desmandos do governo Bolsonaro. Essa atividade fez com que mais pessoas saibam que não estão sozinhas na defesa da ciência, da vacina para todos e todas, pela manutenção do auxílio emergencial e pelo fim desse governo. Foi um momento, também, de destacar a importância do SUS e dos serviços públicos, o que reforça que temos que derrotar a reforma administrativa do governo Bolsonaro, porque ela representa o fim dos serviços públicos”.

A colega do TRF4 Karla Nunes participou da carreata. Para ela, “o descaso do governo federal em relação à saúde da população fez com que saíssemos às ruas por vacina já e para clamar pelo impeachment do presidente, que a cada fala e a cada ato praticado dá vazão a esse pedido, seja pela sua inércia em adquirir as vacinas para a população ou por desdenhar da gravidade da pandemia ao desestimular o uso de máscaras, debochar de quem vai tomar a vacina e até propagar o tratamento de uma doença letal com um fármaco que não protege o cidadão do contágio ou da morte”.

A colega Camila Telles, diretora de base no TRF4, esteve na carreata e afirma que “participar da carreata significou a volta da potência da militância da esquerda, forjada na união de diversos movimentos sociais e partidos. Foi muito gratificante ver a reação das pessoas que apoiavam, de suas janelas, o nosso grito urgente por vacinação para todos, aplicada pelo SUS e sem exclusão. Outra pauta importante para o engajamento da população foi o retorno do auxílio emergencial, pois, ao contrário do que o governo diz, ainda estamos dramaticamente no meio da pandemia, com muitos problemas sociais trazidos por ela. Aliás, o desemprego e a exclusão social só se acirraram, estão galopantes desde o desastroso governo golpista do Temer”. Conforme Camila, “também é importante destacar o cinismo e a dissimulação da imprensa quando fala em apenas 50 carros; quem estava lá sabe que havia centenas. Enfim, a reação das pessoas de dentro dos seus pátios, das suas janelas deixou claro que as pessoas estão se dando conta de que o grande culpado pelo caos social e sanitário do Brasil é Bolsonaro, sua equipe ministerial e seu desastroso plano econômico”.

Para o diretor do Sintrajufe/RS Zé Oliveira, que participou do ato de sexta-feira, “as últimas mobilizações marcam a ampliação da indignação das pessoas com o governo Bolsonaro. A luta contra os ataques aos servidores e servidoras públicos através das medidas da reforma administrativa e a cobrança pela continuidade do auxílio emergencial às pessoas mais necessitadas estiveram na voz dos manifestantes. Além desses pontos, o agravamento da pandemia e a postura do governo em atrasar ou dificultar a vacinação da população é um tema que, para além da crítica política, causa profunda indignação e emociona a fala das pessoas. São mais de 220 mil mortes no país. São pais, mães, amigos, amigas e pessoas conhecidas de cada um de nós. No entanto, Bolsonaro e seu governo continuam a demonstrar, explicitamente, total desconsideração com essa situação trágica e triste. Por isto, o foco principal das mobilizações, que serão ampliadas, é a derrubada desse governo genocida”.

Com informações de Sul 21 e CUT/RS.

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