SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

OFICIAIS DE JUSTIÇA

Sintrajufe/RS reúne-se com Corregedoria da Justiça do Trabalho para tratar de pautas dos oficiais e oficialas de justiça e da questão do novo sistema de alvarás

Nessa quinta-feira, 27, o Sintrajufe/RS reuniu-se com o corregedor da Justiça do Trabalho, George Achutti, e com o vice-corregedor, Raul Zoratto Sanvicente. Estiveram em debate algumas das pautas mais urgentes de interesse dos oficiais e oficialas de justiça da JT. Representaram o Sintrajufe/RS na reunião a diretora Cristina Viana e os diretores Diogo Correa, Walter Oliveira e Zé Oliveira.

Entre as questões tratadas na reunião, estão dificuldades no gerenciamento de mandados atrasados, em razão da pandemia do novo coronavírus, e situações variadas enfrentadas pelos e pelas colegas frente ao novo modo de trabalhar estabelecido desde março de 2020. Também foram tratados especificamente problemas de relacionamento e organização do trabalho na Central de Mandados de Porto Alegre, detectados em correição realizada no final de 2020 e trazidos ao Sintrajufe/RS por servidores e servidoras.

Os representantes do Sintrajufe/RS apontaram também que há uma dificuldade grande com relação aos mandados que realmente precisam ser feitos neste momento, com urgência e de forma presencial. A determinação do tribunal é de que apenas mandados urgentes e que não possam ser cumpridos remotamente sejam cumpridos de forma presencial, mas em muitos locais mandados que não são, de fato, urgentes, estão sendo marcados dessa forma. Assim, há preocupação com riscos desnecessários à vida e à saúde dos oficiais e das oficialas.

O Sintrajufe/RS defendeu que há necessidade de realização de reuniões periódicas entre gestores e oficiais e oficialas para que todos e todas participem das decisões sobre como tratar o passivo e de todas as questões surgidas nesse momento. Apenas com diálogo, destacaram, será possível atuar da melhor forma para o trabalho e para a preservação da vida e da saúde dos servidores e servidoras. Nesse mesmo sentido, o sindicato reivindicou que mais reuniões sejam feitas entre a entidade e a Corregedoria, inclusive com a participação de mais oficiais e oficialas.

O corregedor comprometeu-se a buscar informações sobre todas as pautas apresentadas e procurar intensificar os espaços de diálogo com a entidade e com os colegas.

Alvarás na JT

Na reunião, também foi discutida a situação dos alvarás da Justiça do Trabalho, onde há dificuldades na organização e nas dinâmicas de trabalho a partir da implementação do novo sistema. Eles informaram que alguns colegas reclamam que não houve capacitação prévia de servidores e chefias para uma melhor compreensão do sistema. Além disso, não há um setor específico e centralizado onde se possa buscar informações e saídas para alguns problemas que vêm ocorrendo. As dificuldades somam-se às já trazidas pela pandemia, que dificulta o contato e o diálogo entre os colegas, gerando, inclusive, desgaste para a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Para tentar minimizar o problema, alguns colegas tiveram a iniciativa de criar um grupo de Whatsapp com servidores e servidoras de todo o estado para tirar dúvidas e para se ajudarem com o sistema. Porém, não há como saber se todas as pessoas que fazem alvarás estão recebendo as mesmas informações, além das dificuldades trazidas pela fragmentação dessas informações em um espaço como um grupo de Whatsapp. Assim, destacaram os sindicalistas, esse tipo de iniciativa, embora louvável, não pode substituir uma capacitação oficial realizada pelo tribunal – problema semelhante tem ocorrido também com os oficiais e oficialas de justiça, que buscam formas alternativas de organização própria para conseguirem dar conta do trabalho, carecendo de treinamento e acompanhamento.