SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

NÃO AO AUMENTO DO ICMS

CUT/RS divulga nota sobre aumento do ICMS no Rio Grande do Sul: “Não em nosso nome!”

Nesta terça-feira, 30, a Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT/RS) divulgou nota a respeito da tentativa do governador Eduardo Leite (PSDB) de aumentar o ICMS de itens básicos de 17% para 19%. A Central adverte que Leite, que “fez de tudo para acabar com os serviços públicos”, agora utiliza “usa as justas reivindicações do funcionalismo público para tentar se cobrir de algum sentido social no aumento de impostos sobre os mais pobres”. A CUT/RS posiciona-se contra o aumento do ICMS e conclui: “Não são os servidores os responsáveis pela crise; e muito menos serão os servidores e os serviços públicos beneficiados pelo aumento de impostos. Pelo contrário, estes e os trabalhadores do setor privado terão seus salários ainda mais comprometidos devido ao aumento do custo de vida!”.

Veja abaixo a nota completa:

NÃO EM NOSSO NOME!

Eduardo Leite tenta chantagear servidores e joga o preço de suas escolhas no bolso do povo gaúcho

A fim de manter as isenções fiscais bilionárias, benefícios sem comprovação de geração de nenhum novo posto de trabalho, Eduardo Leite (PSDB) e os grandes empresários resolveram colocar a mão no bolso do povo gaúcho aumentando de 17% para 19% o ICMS de itens básicos, como alimentação.

Leite e os grandes empresários fizeram uma escolha. Para tirar de suas costas o custo político do aumento do preço de ovos, açúcar, pão francês, erva-mate, entre outros tantos produtos consumidos pela população, procuram agora uma justificativa social, tentando envolver os sindicatos.

Não é novidade a opção desse governo de punir os mais pobres. Leite impôs um brutal arrocho salarial ao funcionalismo público e colocou professores e funcionários entre os trabalhadores da educação mais mal pagos do Brasil. Não bastasse, desmantelou o IPE/Saúde, aumentou o desconto do Instituto, reduziu salários de aposentados e terceirizou funções em escolas.

Sordidamente, Eduardo Leite agora usa as justas reivindicações do funcionalismo público para tentar se cobrir de algum sentido social no aumento de impostos sobre os mais pobres. Leite praticamente condiciona a reposição das perdas salariais e a reestruturação de carreiras à aprovação de seu projeto.

Leite fez de tudo para acabar com os serviços públicos. Vendeu a Corsan, liquidou a CEEE por R$ 100 mil para a Equatorial, anunciou uma “fabulosa” renegociação da dívida pública com Bolsonaro, sempre afirmando que iria resolver os problemas do Rio Grande do Sul. Passado tudo isso, depois de um rastro de miséria e destruição, apresenta agora como “saída” o aumento do preço do feijão, das frutas, do arroz… enquanto seguem as isenções fiscais! Um escândalo!

A CUT/RS reafirma sua posição ao lado da luta dos servidores públicos. Não são os servidores os responsáveis pela crise; e muito menos serão os servidores e os serviços públicos beneficiados pelo aumento de impostos. Pelo contrário, estes e os trabalhadores do setor privado terão seus salários ainda mais comprometidos devido ao aumento do custo de vida! O Estado deve distribuir renda, tirar de quem mais tem para garantir direitos para os que precisam. Não ao aumento do ICMS!

Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul