SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

LUTA ANTIRRACISTA

Ato em Porto Alegre abre Novembro Antirracista Unificado 2023

A abertura oficial do Novembro Antirracista Unificado 2023 ocorreu na segunda-feira, 6, no Mercado Público, em Porto Alegre, e marcou o início das atividades do Mês da Consciência Negra no Rio Grande do Sul. O Sintrajufe/RS é uma das entidades organizadoras.

A exemplo do ano passado, a atividade teve saudação ao Bará do Mercado, no mosaico de pedras e bronze, na encruzilhada dos quatro corredores centrais do local, ornamentado com sete chaves. Foi uma homenagem ao Bará, o orixá que, para as religiões de matriz africana, tem o poder de abrir caminho.

Para a secretária de Combate ao Racismo da CUT/RS, Isis Garcia, “é fundamental reverenciarmos a nossa ancestralidade, através do orixá que está sentado aqui no Mercado Público”. Ela afirma que “vamos iniciar esse o Novembro Negro com muita fé, muita alegria, muita união e com muita reivindicação. Nós ainda somos negligenciados pelo sistema”.

O integrante do Coletivo de Igualdade Racial do Sindicato do Servidores da Justiça (Sindjus) e membro da coordenação do Novembro Negro Unificado, Luiz Mendes, salientou que “estamos construindo atividades em todo o estado, com um calendário unificado, onde o movimento negro e o movimento sindical se reuniram para fazer que esse novembro seja maravilhoso”.

A presidente da União de Negros e Negras pela Igualdade no RS e funcionária do Sintrajufe/RS, Elis Regina Duarte, destacou que chamou a atenção para para a política, destacando a política de Estado e não de governo: “Essa política que foi construída para usar os seres humanos, como se eles fossem animais, e nisso construir grandes riquezas que não são divididas, e que hoje a gente vê a luta do nosso povo negro no Brasil inteiro para vencer a violência, para não ser marcado na paleta para morrer, para ter acesso. O que a gente vem buscar aqui é realmente política pública inclusiva”.
Ela criticou também a desigualdade – “enquanto um comer caviar e 10 mil comerem papelão, o Brasil não será um país desenvolvido e democrático de verdade” – e o racismo ambiental, porque as comunidades negrassão, na maioria, “as que não têm água potável, que não têm esgoto ou é de qualquer jeito, é a comunidade que adoece”.

O 1º Encontro de Negros e Negras do Sintrajufe/RS, que ocorreu em 28 de outubro, foi uma atividade preparativa para o Novembro Antirracista.

Fonte: CUT/RS